Organizar a infraestrutura de TI de uma empresa vai muito além de “guardar” equipamentos. O rack para servidor certo é uma decisão estratégica: influencia performance, segurança física, organização, fluxo de ar e até a vida útil dos ativos de rede.
Abaixo está um passo a passo direto, com explicações simples e os termos técnicos essenciais.
Passo 1: Dimensionamento em Unidades de Rack (U)
No mercado de TI, a altura dos equipamentos é medida em Unidades de Rack (U):
- 1U = 1,75” (44,45 mm)
Para escolher a altura do rack, some o “U” de tudo que você vai instalar:
- Servidores: normalmente 1U a 4U
- Switches e Patch Panels: geralmente 1U cada
- Nobreaks (UPS): em média 2U a 6U (depende da potência)
Dica profissional: compre o rack com 20% a 30% de folga (Us livres). Isso facilita manutenção e permite expansão sem trocar o gabinete depois.
Passo 2: Largura do Rack: Padrão 19” e Fixação dos Equipamentos
O padrão mais usado no mundo é o rack 19” (aprox. 48,26 cm). Essa medida se refere à largura interna dos planos de fixação (as colunas perfuradas onde os equipamentos são parafusados).
Importante diferenciar:
- Largura interna (19”): onde os equipamentos padrão rack são instalados
- Largura externa: medida total do gabinete (estrutura + laterais) — define o espaço físico no ambiente
Como saber se o equipamento é compatível?
Equipamentos padrão 19” têm as orelhas (abas laterais) com furação padrão para fixar nos planos.
Tipos de instalação
- Equipamentos com trilhos (ex.: muitos servidores): fixam direto nos planos
- Equipamentos menores que 19” (modem, roteador, switch pequeno etc.): ficam organizados em bandejas
- Bandeja fixa: ótima para itens que quase não precisam sair
- Bandeja móvel/deslizante: perfeita para manutenção e acesso traseiro
Passo 3: Profundidade Útil (o ponto mais crítico)
Aqui é onde muita gente erra.
- Meça o equipamento da frente até o final da carcaça
- Adicione uma folga para cabos, fontes e curvatura do conector (não pode ficar dobrando ou pressionando na porta traseira)
Além disso, pense no tipo de fixação:
- Com trilhos: instala direto nos planos de fixação
- Sem trilhos: precisa de bandeja (fixa ou deslizante, conforme a manutenção)
Passo 4: Rack de Piso vs. Mini Rack
A escolha depende de quantidade de equipamentos, peso total e profundidade.
Mini Rack de Parede
Ideal para infra pequena/média:
- Patch panels
- Switches
- Modems / roteadores
Vantagem: economiza espaço e facilita acesso visual.
Rack de Piso (Gabinete Fechado)
Padrão para servidores e ambientes mais robustos:
- suporta carga maior
- permite mais profundidade
- melhora controle de ar
- oferece segurança física (porta com chave)
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Passo 5: Climatização e Gerenciamento de Cabos
Calor é inimigo número 1 da eletrônica. Para evitar throttling (queda de desempenho por temperatura) e falhas, priorize:
- Portas perfuradas: melhor entrada/saída de ar
- Kit de ventilação: coolers no teto aceleram troca térmica
- Organizadores de cabos: evitam “emaranhado”, melhoram fluxo de ar e facilitam diagnóstico
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Dimensionar infraestrutura de TI pode dar insegurança — principalmente quando envolve investimento em hardware crítico.
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